Na
sociedade moderna, os valores espirituais têm sido deixados de lado pela
maioria das pessoas para serem ocupados predominantemente pelas concepções
materialistas, ou seja, aquelas que se sustentam estritamente no conhecimento humano
e nas ideias organizacionais humanas. Não que o conforto material seja algo ruim, muito pelo contrário, ele é mais do que necessário para alavancar o progresso de um indivíduo, de uma comunidade e da raça humana, de um modo geral. O problema começa na constatação de que o propósito de vida mais consolidado é o ter. Ter
coisas, cada vez mais e melhores, a qualquer custo.
Se
apenas a matéria é real, como muitas pessoas são arrastadas a acreditar, então as
posses materiais constituem o único caminho razoável para ser feliz e viver uma
vida com qualidade. Resumindo, há uma crise na sociedade! E se é nas empresas onde
se dá vazão à corrida constante e desenfreada contra o tempo e o insaciável desejo de
adquirir bens e valores com mensuração monetária, evidentemente nas empresas o cotidiano é gravíssimo.
Nas
organizações atuais, a busca voraz pelas conquistas materiais impera como o único caminho para a "salvação". Essa visão assume hoje um grau
de distorção tão elevado que não são nada incomuns os registros de pessoas que
transformam o próprio ambiente de trabalho em um cenário de crimes com o
intento de conseguir tudo o que imaginam ser o objeto de satisfação do ego,
pouco se preocupando com os outros, se os estão prejudicando, maltratando,
vilipendiando, ferindo, matando. Ante seres gananciosos, a importância dos
colaboradores se torna tão descartável quanto um copinho de plástico.
Os
interesses egoísticos transformam as organizações em selvas, onde os mais
fortes devem estar sempre prontos para devorar os mais fracos, num clima de profunda embriaguez e alienação quanto à compreensão do que se passa ao redor. Mesmo cercados
e afogados pelas abundâncias materiais, estas armas, criadas para a própria defesa
do homem, estão levando-o à destruição.
Mas,
afinal, como começar o conserto nestes arraiais humanos? Há jeito? Há tempo?
Faz-se imperioso chegar à conclusão de que a busca pela espiritualidade é o que há de mais
necessário nos dias atuais. É a ação altruísta do homem solidário para com o
próximo que irá vencer os desafios que as mazelas humanas nas organizações impõem.
Cabe ressaltar aqui que não importa o Deus que cada um carrega em seu próprio
coração, o que interessa é que esse Deus queira que tudo se engrandeça e
prospere.
Pelos
campos da espiritualidade, os horizontes mentais se alargarão e as evidências de que não há
limites ou tempo perdido para a evolução humanas se tornará mais clara. Nas
empresas regeneradas, haverá consciência sobre a interconexão das mentes e que
a dor de um, fatalmente repercute em todos.

Ótimo texto!!!!se as pessoas não se atentarem a imperiosa necessidade de encontro a espiritualidade,o esteio astral,criativo e cerebral tanto das corporações privadas como das instituições públicas, será sistematicamente corroído pela cobiça,vaidade,desejo de poder e dominação que pela sua própria natureza egoica estabelece em si muralhas intransponíveis para o progresso moral e material sustentavel
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